Violência repele investimentos e educação repele violência


Não há espaço para a violência onde há educação. O sentido da vida ainda é a resposta para combater a criminalidade. Podemos repreender e ter resultados imediatos. Porém, a violência sempre volta. O ambiente de agressividade nunca é desfeito, isto é o que move a criminalidade. 

Se queremos reduzir a violência, qual a alternativa? Para muitos é o investimento no aparato de segurança. Aumentar o policiamento, prender e repreender. Será? É importante refletir.

Nós podemos reduzir a violência por um determinado tempo com a repressão. Conter o crime em um ambiente repressivo funciona temporariamente. Mas a condição de miséria e falta de perspectiva acaba por vencer a repressão. A violência sempre volta, ela faz herdeiros. Para conter a violência é preciso fazer mais.
Maringá, Sarandi e Paiçandu podem ter uma integração dos aparatos de segurança públicos. A Polícia Militar, Polícia Civil e Guardas Municipais poderão agir em conjunto e trocar informações para conter a violência em um ambiente urbano conurbado. A notícia é boa.

A Polícia Militar fez um balanço da violência no início do ano. Os números de ocorrências de furtos e roubos diminuíram. Também caiu o homicídio e prisões. A queda, em alguns casos, chega a 50%. Por exemplo, o número de homicídios caiu pela metade. Roubos, em Maringá, teve que de 48%. Os detalhes sobre esta queda estão na reportagem de Carina Bernardino.

Para ouvir a reportagem de Carina Bernardino: redução do índice de violência em Maringá e Região, clique aqui.

Mas não podemos nos iludir de que o investimento em segurança nos dará paz. A educação ainda é a melhor resposta. Uma pesquisa feita pela economista Kalinca Léia Becker, na sua tese de doutorado, comprova que para cada 1% investido em educação, a queda na criminalidade é de 0,1%.

A pesquisa foi feita entre 2001 e 2009. Ela demonstra que o ambiente escolar promove alterações significativas no número de crimes. Onde a escola tem trabalhos de extensão voltados à cultura, onde os pais são convidados para vivenciar atividades dentro da escola e acompanhar a vida educacional dos filhos, onde há a preservação do espaço físico, sem depredação, a violência não permanece.

Mas também há outro fator que a violência impacta, na economia. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostra que em 2016 o país teve um custo R$ 372 bilhões com violência, o que equivale a 6% do Produto Interno Bruto (PIB). Nas cidades o cálculo não é diferente. Violência empobrece e afasta investimentos.

Logo, mais uma vez, a educação é saída. Qualifica pessoas, gera riqueza e combate a violência.

Para ouvir comentário sobre o tema, clique aqui.





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