Conservadorismo não é nazismo



Vivo em defesa do bom liberalismo e dos bons conservadores. Me incomoda profundamente um país que confunde conservadores com extremismo e neonazismo. Esta defesa do extermínio, da perda de liberdade, da violência que combate a violência. Nada disso tem relação com a conservação das instituições, das leis e da liberdade.  
Há uma confusão entre a preservação das instituições e o radicalismo que prega o extermínio da oposição ou de tudo o que se opõe. Na limitação de compreender a dinâmica do poder e que fundamenta nossas mazelas, há os radicais que consideram a destruição a melhor saída. Não é! A ousadia é mudar dentro do que se tem de mais precioso, a democracia.

Incrível perceber que radicais desejam o retorno da ditadura. Ao mesmo tempo há os que defendam a eliminação dos políticos de esquerda e, outros, até da própria esquerda. A implantação de um governo autoritário é típica da pobreza submissa do latino-americano. Faz parte das raízes de um continente governado por caudilhos, nossos coronéis e oligarcas. Ainda hoje há seus herdeiros.

Manifestações pelo país pedem a prisão do ex-presidente Lula, pede que o Supremo Tribunal Federal cumpra determinação que ele mesmo aprovou, a prisão em segunda instância. Defende-se a operação Lava Jato. São estas manifestações que temos como defesas da democracia e do conservadorismo. Mas não se pode esquecer-se de prender todos os que cometeram crimes. Há inúmeros investigados e acusados de corrupção com crimes iguais e piores que o ex-presidente petista. Temos que ir a rua defender isso.Temos por parte de quem não faz este pedido um personalismo.
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O atual presidente é um bom exemplo do corrupto que governa. Há quem defenda Temer pela sua ação de recuperação econômica. Mas foi rifando cargos entre os partidos para ver aprovadas suas medidas e reformas que o atual presidente se manteve. Será que a desonestidade é a única forma de ver aprovada medidas necessárias para o país? A economia ainda não atingiu seu sucesso. Ela engatinha. O principal motivo são reformas mal feitas e desconfiança no futuro.

Ser conservador é defender as instituições e permitir a liberdade e não manter o erro no poder. E ser livre é estar disposto há imprevistos, mas não significa que por isso as regras do jogo devem mudar, se elas são justas devem permanecer. O que temos no país é uma falta de conhecimento sobre o que somos e uma dificuldade de definir o que queremos ser. Nossos falsos conservadores vêm da parte menos qualificada da boa política. Eles emergem do fanatismo religioso e ou dos apaixonados pela força.
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Ao final, os que se intitulam “conservadores”, deixam o mal no poder e se parecem na forma com os que juram combater. Não resolvem, pioram. Geram insegurança. Acabam descontentando e reprimindo os que desejam a liberdade como garantia. É como a política dos condomínios que se quer implantar ao país. Gerar guetos e isolar o indesejado. Recriar os campos de concentração e promover o extermínio aos poucos. Isto não é ser conservador, é ser neonazista.

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