Paraná não é Maringá



Alimento pela cidade que eu nasci um imenso carinho. Maringá é uma cidade que se fez e se faz. Há realmente um espírito associativo. Ele é ligado ao meio privado, empresarial. Isto é fato. Mas tem um estímulo de organização e representação eficiente. O que faz de Maringá uma cidade diferente. E ela é.
Em diversos índices a cidade está entre as melhores do país. Potencial de consumo, o qual é retratado pelo Anuário a Grande Região de Maringá, divulgado a cada dois anos pelo Grupo Maringá de Comunicação. Ele comprova isso. Os dados são levantados pelo IPC Maps. Lembrando que o Produto Interno Bruto da cidade cresce mesmo quando o país não.

O Conselho de Desenvolvimento Econômico de Maringá, o Codem, tem investido no planejamento em longo prazo. Agora, o Masterplan aponta para um crescimento até 2047, quando a cidade irá fazer 100 anos. Até agora, o planejamento teve um investimento de R$ 1,5 milhão. E vale a pena. Há muito mais por vir. E ele não tem custo para o poder municipal. O qual apoia o planejamento e busca executá-lo.
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O Observatório Social e sua ação em nome da transparência e economia nos gastos públicos é outro bom exemplo. A economia gerada com a fiscalização já ultrapassa os R$ 97 milhões. Ao apontar erros em licitações, por exemplo, informa o órgão responsável e espera mudanças, transparência. Caso não aconteça, se aciona o Ministério Público.

Índices de violência, educação, saúde e tantos outros fazem de Maringá uma exceção, não uma regra. O Paraná não é Maringá. Mas pode-se aprender muito com isso. O planejamento talvez seja um caminho para um Estado melhor. Apontar caminhos para ações do governo e agir em sintonia com as necessidades da sociedade civil organizada no Paraná.

Vale lembrar que as divergências no Estado são maiores do que as que se tem dentro de uma cidade. A dificuldade de uma convergência de ações existe até hoje e deve continuar existindo. A pluralidade é fundamental. É dela que se fiscaliza, limita e se faz as ações do poder público. Porém, há prioridades que vão além de quem governa. O futuro necessita de ações continuas. Construções que necessitam um esforço e investimento no futuro.
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O planejamento não pode ser feito para uma gestão pública. A construção do futuro é um ato que necessita ser continuado, cultuado e revisto sem que sofra as intempéries de uma política personalista e casual, típica do país. Se for para inovar na gestão pública, com transparência, então que seja de forma coerente e com ações concretas e sólidas, não com imediatismos e inovações de fachada.

Logo, Maringá é um bom exemplo, mas é exceção. E vale lembrar, que muitas das regiões e cidades com graves problemas no Estado estão próximas dos maringaenses, até mesmo em sua tão falada “Região Metropolitana”. E como diz o ditado, se queremos mudar, a mudança começa pelo nosso quintal.

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