Política necessária



Política é ato cotidiano. Faz parte da vida humana. É da nossa espécie agir, se relacionar e buscar atender interesses. Jovens devem se interessar pela política. Se queremos inovar, mudar, os jovens devem ser parte fundamental de uma atitude política diferente, nova. 
Jovens resistem à política. Consideram as questões partidárias ou os homens públicos indesejáveis. Há um ambiente de descrédito. Porém, também há a esperança, a busca de renovação. Contudo, neste ambiente, o temor é a novidade. A aparente mudança que só vem na estética e não no conteúdo.

Neste clima, os jovens se esquecem de que se querem mudar, a mudança flerta mais com eles do que com quem já está no “jogo do poder”. A política é necessária. A lógica da força recruta a todos sem perguntar se desejam ou não. Mesmo os que se isentam estão no jogo político. Quanto mais inconsciente se participa deste jogo, a condução alheia é cada vez maior. A isenção tem preço caro, a imposição.

Infelizmente, pela “rasa” maneira de se enxergar o poder e a política, geramos conceitos e preconceitos infundados. Alimentamos diálogos que não se sustentam e argumentamos com superficialidade o que deveria ter um entendimento mais profundo. A esperteza que parece estar naquele que procura rejeitar a política se mostra uma ingenuidade ou ignorância perigosa.
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O mais assustador é que a política pode ser entendida nas práticas cotidianas, em nosso comportamento diário. Estamos sempre buscando atender nossos interesses ou sujeitos aos interesses alheios. Manipulamos situações, promovemos acordos, manifestamos opiniões e articulamos. Às vezes também mentimos. A ética duvidosa é em nosso dia a dia uma realidade. Só não consideramos que isto pode ser feito nos escalões de decisão do poder.

Em Maringá, o Fórum Eleitoral que aumentar o número de jovens com 16 e 17 anos com título de eleitor. Deseja incentivá-los a participarem da política. Votar. Pelos números apresentados em uma reportagem de Carina Bernardino, o número é pequeno. O voto é livre. Quem tem menos de 18 anos tem o direito a escolher se quer votar ou não. Muitos abrem mão deste direito. Não deviam.

Se formos descrentes de algo, temos que conhecer para poder mudar. Ocupar espaços. Mostrar nossa posição. Se ela é superficial e ingênua, cheia de preconceitos, deve ser incentivada a mudança com ação. Por isso, fazemos política, todos os dias. Ela está em nós, temos que assumir isso e fazê-la de forma melhor.

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