Sarandi: cidade dividida



Há problemas sem solução. Há aqueles que a solução não é imediatista, por mais que se busque uma saída de afogadilho. Quem deveria ter resolvido, não resolveu. Aí, fica para os que sentem as consequências arrumar um jeito de conviver com um problema eternizado pela omissão.
Os polêmicos cruzamentos na BR 376, Avenida Colombo, em Sarandi foi objeto de discussão em audiência pública ontem (11). A prefeitura da cidade quer manter o cruzamento aberto, mas em 2017 ele foi fechado por decisão do Departamento de Estradas e Rodagens com base em estudos da Polícia Rodoviária Federal e Viapar, concessionária que administra o trecho. Reaberto o trecho continua no centro de uma discussão que envolve o Ministério Público.

A prefeitura apresentou na audiência vídeo e depoimentos da comunidade pedindo que os cruzamentos permaneçam abertos. O DER, no sentido contrário, mostra que há estudos falando da necessidade do fechamento. Um dos dados é o número de acidentes nos cruzamentos.
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Além disso, se por um lado, o fechamento promove prejuízo para o comércio que fica nas vias marginais da BR 376 e há problemas, até mesmo. para o atendimento a saúde da população. Por outro lado, as duas vias geram riscos a própria comunidade. Estamos falando de uma rodovia de grande movimento. A BR 376 é uma rodovia que passa dentro de uma cidade. O que por si já é um erro.
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Qual a solução? Rebaixar a BR e fazer pontilhões, como já existe na Avenida Londrina. E acredito que o que eu estou falando não é nenhuma novidade. Muitos já pensaram nisso. Isto tem um custo? Claro. Qual a prioridade de execução? Deveria ser o tamanho do problema. Já deveria te sido feito. Por que não foi? Boa pergunta. Mas esta é a solução. De resto, a discussão que foi feita na audiência ontem em Sarandi, independente da decisão tomada, fechar ou não os cruzamentos, é medida paliativa.

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