Transparência:quem não quer?



A cidadania bem exercida exige informação. Permitir as pessoas conhecerem com quem estão lidando, saber quem é o bom e o mau gestor público. Os sites das transparência devem dar esta condição. Mas não dão. Por que?
O vereador Homero Marchese é autor de um projeto aprovado em segunda discussão pela Câmara de Vereadores. Apesar de ter apresentado o projeto em meados do ano passado. A intenção é dar mais transparência ao portal do poder executivo e legislativo municipal. Segundo o vereador, dados mais acessíveis estimulam a população a ter acesso aos portais da transparência dos órgãos públicos. Colabora de forma decisiva para a informação do cidadão. Mais que isso, a participação consciente na vida pública.

Marchese considera que a transparência no portal permite downloads por parte de pesquisadores. Comparar, avaliar e investigar os dados públicos demonstra avanço da democracia. Isto é um fato. Temos a tecnologia ao nosso lado para nos permitir acesso a inúmeros conteúdos, alguns com nem tanta qualidade, por que não para a transparência dos órgãos públicos. Se esta medida der certo, pode mudar muito o país.
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Procuramos alternativas para fazer da cidadania uma condição de mudança. Os debates sobre o papel do cidadão são múltiplos. Às vezes, o acesso aos meios eletrônicos e digitais é considerado um mal, alienante, uma demonstração de autismo social. O ser humano desligado do mundo a sua volta. A transparência de fato, nos portais dos órgãos públicos pode dar mais conteúdo a quem já utiliza intensamente os celulares, smartphones e tablets.

Porém, há de se convir, a grande maioria dos portais são um enigma. A informação nem sempre está lá, se está, difícil encontrar. Se encontrada, uma missão difícil é traduzi-la. Ou seja, os portais da transparência são feitos para “inglês” ver. São meios de cumprir uma burocracia sem cumprir sua finalidade. Um “faz de conta”. É preciso mudar isso.

Toda e qualquer iniciativa a procura de alterar esta barreira, a nuvem escura, que encobre as informações do poder público, é válida. As empresas de e-commerce fazem, cada vez mais, sites interativos, cheio de mecanismos facilitadores para os clientes. Mas o cidadão não é tratado com tanto respeito como o consumidor. Para quem quer comprar se quer dar o máximo de informação. Para quem se quer enganar, toda a informação é um risco.


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