Comportamento irracional ameaça a democracia

Parte considerável dos profissionais não tem a dimensão da responsabilidade que tem sobre o que representam. Em sua vida pessoal, nas redes sociais, em ambientes públicos, as pessoas não estão apenas expressando sua opinião, elas expressam o nível e qualificação que tem na vida profissional que exercem.
Vereador e policial militar trocam agressões após uma discussão política. O fato aconteceu durante as comemorações do aniversário de Maringá. No centro da contenda estava uma homenagem do partido Patriotas ao juiz Sérgio Moro. Um totem de Moro serviu como objeto de discórdia. O PM afirmou que era um “espanta petista”. O vereador não gostou. De ironia e sarro a discussão terminou em agressão. O policial Roberto Pessuti e o vereador Mário Verri (PT) foram para os “finalmente”, baixaram o nível de suas funções publicamente.

A democracia se garante com o aparato de segurança e com os representantes públicos agindo de forma elevada. Demonstrando o quanto merecem ou exercem suas funções. Mesmo quando não estão em serviço. Não se pode perder a racionalidade, tendo ou não razão.
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Embates políticos, discórdia, fazem parte da democracia. Se posicionar é um direito de todos. Defender interesses e expressar posições publicamente não é o problema. Mas transformar estes posicionamentos para promover agressão, violência física, é inaceitável. Os dois erraram.

Por um lado, acabamos julgando quem são os policiais e os vereadores por seus atos. Neste caso, os dois colocaram em risco, mancharam, a própria imagem das instituições que representam. Precisam tomar mais cuidado. Eles representam muito mais que seus interesses e visões sobre o momento político que estamos atravessando. Eles representam instituições fundamentais para a democracia.


O policial registrou um boletim de ocorrência e o vereador uma reclamação ao 4º Batalhão da Polícia Militar. Mas, os dois deveriam ser advertidos. Eles saíram do comportamento ético e esperado. Uma pessoa quando assume uma função de representante público ou na segurança pública, deve compreender que não se separa a particularidade da identidade profissional ou política. 

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