Diesel em alta e rodovias em baixa


As rodovias brasileiras dominam o transporte dos produtos e de pessoas. As rodovias estão em péssimo estado. Com isso, o custo fica elevado por causa da falta de qualidade e o valor da manutenção dos meios de transporte rodoviários. É preciso mudar.
O Brasil em uma dependência perniciosa das rodovias. O que não faz bem a saúde da economia do país. Além de 56% dos produtos serem transportados pelas estradas do país, temos uma malha ferroviária ou hidroviária precária e limitada. No caso da primeira, não foi ampliada significativamente desde os tempos da República Velha (1889 a 1930).

Lembro-me disso porque estamos vivendo a manifestação dos caminhoneiros em todo o país na busca de reduzir o preso do diesel. O combustível está em alta, mas as estradas tem baixa qualidade faz tempo. Coloca em risco quem trafega e prejudica o escoamento da produção e a dinâmica das regiões aonde ela chega, ou não chega.

Construir rodovias encantou o então governador de São Paulo, Washington Luiz, em 1920, quando governador do Estado de São Paulo, quando considerava que povoar dependia das estradas. Ele mesmo construiu rodovias no interior paulista. A modernidade estava sobre rodas, mas não só nos trilhos. Contudo, entre isso e a política de Juscelino Kubitschek há uma grande diferença. O então “presidente bossa-nova” implantou uma imensa rede de rodovias e abandonou o modal ferroviário, até então o mais importante do país.
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Hoje, dependemos das rodovias em péssimo estado de conservação. Elas cortam o país, mas em alguns lugares são intransitáveis. A grande maioria não tem pavimentação, 83%, 64% em condições regulares ou ruins, os dados são da Confederação Nacional dos Transportes (CNT). Pistas simples predomina na maioria das estradas pavimentadas.

Logo, estamos diante de um problema pontual, o preço dos combustíveis. Algo que soma em um conjunto de fatores que são determinantes para uma estrutura de transporte deficitária. O custo do combustível é mais um fator que faz do transporte rodoviário algo a ser repensado e resolvido com ações em longo prazo. Quantos caminhões uma composição ferroviária poderia substituir? Muitos. Menos riscos. A dependência das rodovias e dos caminhões nos sequestra e coloca em risco a própria condição de trabalho do caminhoneiro.

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