Movidos pelo agronegócio: Não é ser “jeca”, nem “caipira”, mas moderno.


Quando se fala de uma região do agronegócio, quase sempre se associa a sociedade ao campo. Moradia rural, pessoas voltadas ao cotidiano da chamada “roça”. A enxada, chapéu e a simplicidade de ser “caipira”, matuto, quase um “jeca”. Se pensa na ignorância em relação aos temas mais complexos da vida política, da cultura e, até mesmo, da economia. A tecnologia seria uma novidade que assusta o simples agricultor ou trabalhador rural. Engano!
Esta é uma imagem bucólica, lembrada talvez nas fotos, e muitas, que registram o passado de Maringá e região. Repousando parte delas nos museus, e bons, mais que um, que a cidade tem. Ela preserva sua origem rural. E parte considerável desta memória está, por exemplo, em um museu digital, chamado de Maringá Histórica, um site interativo que preserva as lembranças da origem, também caipira.

Os números talvez falem mais quem somos. O agronegócio é nossa maior força econômica. Nos 29 municípios que compõe A Grande Região de Maringá, na safra 2016/2017, foram colhidas 935.134,3 toneladas de grãos, 28% a mais que na safra anterior. Dados do Departamento de Economia Rural que constam do Levantamento de Produção Rural, dados também da Secretaria de Abastecimento do Paraná. Somente a produção de milho cresceu 58,8% na última safra.
Para ver e ouvir comentário sobre o tema, clique aqui.
Se o Produto Interno Bruto do país cresceu os modestos 1% no ano passado, foi graças ao agronegócio. Ele gerou em nossa região mais de R$ 178 milhões. A soja, líder do agronegócio em nossa região gerou R$ 74,5 milhões. Na produção de aves de corte R$ 34,6 milhões. Tudo isso com uma moderna e complexa produção. Somos ligados ao campo, com alta tecnologia em maquinários e insumos. Comandamos o campo da cidade.

Nosso perfil moderno e avançado em muitos aspectos da vida urbana e sustentado por um campo onde o “agricultor” é um empresário urbano. Cercado de uma complexa rede de informações e noção de administração como as empresas tradicionalmente urbanas. Nada devemos e muitas vezes estamos a frente de outras regiões que se destacam por parques industriais ou prestação de serviço com sua principal fonte de riqueza. Somos agro, mas não somos jecas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Paraná não é Maringá

STF pode fazer justiça e ser inconstitucional

Conservadorismo não é nazismo