O que move e não move as pessoas


Correr riscos faz com que as pessoas busquem proteção. Mas, quanto mais o risco está por perto, mais se busca uma reação de fuga e prevenção. Porém, para os mais imediatistas, remediar quando o problema chega acaba sendo o comportamento mais comum. A questão vital está no quanto o futuro passa pela preocupação das pessoas.
Chegou ao fim a campanha de vacinação contra a dengue que não atingiu nem a metade do público alvo. Pessoas na faixa entre 15 a 27 anos. Se esperava 20 mil pessoas, o número dos que foram vacinados foi um pouco acima de 7 mil. Por que isso aconteceu?

Então voltamos a questão, o que leva as pessoas a buscarem a prevenção? O tamanho do temor de se sentirem ameaçadas. Movidas pelo imediatismo, enquanto o problema não estiver próximo, nada se fará. Às vezes, quando se busca uma solução, é tarde demais. O problema já atingiu proporções difíceis de serem contornadas.
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Desta condição, da falta de interesse pela vacinação, se tem uma lição. Temos que parar de inocentar as pessoas, trata-las como vítimas. Os que são atingidos por doenças, neste caso da dengue e muitos outros, não são inocentes. Se formos ver o número de consultas marcadas no serviço público que o interessado não aparece, podemos ter uma dimensão do descaso. Sócios da desgraça os atinge.

Até onde vai a culpa do poder público. Ela existe, em muitos casos. Há o descaso com a saúde pública em vários exemplos. Porém, não vamos tirar a culpa do imediatismo e particularismo no enfrentamento dos problemas. No interesse pessoal e imediato. A culpa recai pela falta de preocupação com o futuro. Logo, a dengue parece se perpetuar com uma ameaça e os que são atingidos diretamente por ela tem sua porção significativa de culpa.

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