A falta de hábitos e o excesso de “fé”


Estamos sempre na dependência de um ato judicial. Não por acaso os tribunais estão abarrotados de ações judiciais. Também não é coincidência que o Estado é o principal réu nos processos. Mas porque o país é tão injusto se tudo para na Justiça? A resposta está no lado oposto do número de advogados que o país tem. Por sinal, o maior do mundo.
A propagação de bacharéis representa o tamanho do poder que as decisões judiciais têm. Não que nos garantam direitos, mas distorcem a lei.  O preço da justiça e do Judiciário são caros, seletivos e custosos. Nem todos podem recorrer e ter as benesses que as normas permitem. O que está escrito na lei não diz respeito a todos, mas a quem pode exercer o poder da legalidade. Às vezes a justiça tem seu preço.

Ficamos satisfeitos quando leis são aprovadas, mas não percebemos o quanto que a execução da norma tem suas moras, demoras e limitações. As autoridades que as criam se baseia em normas já criadas e interpretações. Há os vícios da lei. A autoridade jurídica se torna um semideus. Vivemos a espera que iluminem a vida dos “reles-mortais”. Fico pensando se precisamos de tantas leis. Se como fiéis ignorantes conduzidos por falsos profetas.
O que necessitamos são de bons hábitos. Educar as pessoas. Fazer com que nossas relações não sejam carregadas de interesses torpes. Reduzir a má-intensão. Dar melhores exemplos em vez de propagarmos a maldade. Acompanharmos melhor as decisões do poder. Nos envolvermos com a representação pública e nos informarmos mais. Escolhermos melhor.

Temos que parar de ver o Estado e os representantes públicos como elementos distantes de nossas vidas. Eles são responsáveis e influenciam nossas vidas diariamente. Eles tem uma relação direta como causa e solução de nossos problemas, tanto coletivos como pessoais. Temos o direito de debater as questões públicas. Mas precisamos conhece-las melhor. Sair da ignorância.

Já falei inúmeras vezes o quanto a ignorância nos mata. O quanto nossa forma distorcida de ver a realidade nos coloca diante de uma aparência e não diante da essência. Vivemos com uma percepção equivocada da realidade. Por isso, precisamos mudar os nossos hábitos. Temos que sair deste ambiente nebuloso. Assim, precisaremos de um número menor de normas, de bacharéis, de juízes. Precisamos ter consciência do que se pode ou não fazer e, principalmente, do poder que temos.


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