Mercado e a vida reagem, sempre.


Não temos que ter medo de viver. Não há outra vida, pelo menos, como dizia Vinícius de Morais, com “papel passado e firma reconhecida”. No mundo da economia e da vida de cada um, atendemos demandas e somos atendidos. Mas para mudar é preciso agir e reagir. A inércia pode nos condenar. A “zona de conforto” tão desejada é uma “areia movediça” que, lentamente nos engole.
Você já deve ter ouvido falar que toda a ação tem uma reação. Isto é uma verdade. Na economia não é diferente. Isto pode acontecer para o bem ou para o mal. Um exemplo é que em um mercado em crise, decadente e de baixa lucratividade são consequências de alguma atitude. Há um ambiente que pode ser alterado com uma ação, iniciativa, de um ou mais produtores, agentes do mercado. O próprio Estado é um destes protagonistas do mercado.

Estamos ligados por esta cadeia de troca de necessidades dentro de uma relação de compra e venda. Estamos sempre oferecendo algo que temos de interesse coletivo por aquilo que necessitamos. A questão fundamental é “o quanto vale o que temos a oferecer em relação ao que necessitamos”. Os tributos são um preço que o Estado cobra por um serviço que presta, ou não. Cada um de nós segue a mesma lógica.

Se levarmos em conta a qualidade dos produtos, eles se elevam a procura de conseguir ampliar o consumo, atender melhor ao mercado. Os concorrentes deste setor vão buscar reagir ao perceberem que a melhoria afeta sua atuação. E, o mercado mais uma vez muda. Isto é causa e efeito. Isto vale para os produtos, isto vale para as pessoas. Por isso, é bom mudar e perceber as mudanças.

É importante se especializar. Buscar aperfeiçoar em uma determinada área de conhecimento. Garantir com isso a melhor eficiência em um segmento de mercado. Vale lembrar que a demanda, a busca pelo serviço, tende a dar mais possibilidade de ganho. Maior para quem tem uma especialidade e qualidade no serviço oferecido.

Sempre vejo análises paternalistas sobre as condições que o mercado oferece. A falta de oportunidades e, mesmo, o fracasso de muitos. Porém, é necessário pensar se a responsabilidade pelo problema, pela perda o ou, até mesmo, a saída do mercado, não é a falta de competitividade. Os paternalistas consideram que a regra do jogo da liberdade de oferta e procura é a grande culpada. Não é.

A falta de consciência sobre as regras da lei de ação-reação e a ausência da formação para o mercado minam a capacidade de concorrência de muitas pessoas. O paternalismo excessivo acaba por gerar inércia, comodismo, falta de capacidade de competitiva. Aquela lógica destrutiva de que “Se alguém faz por mim, por que fazer alguma coisa?”.

A concorrência não é ruim. Ela é fundamental para podermos avançar. Não há desenvolvimento pessoal e social sem o ambiente que force as pessoas a reagirem. Porém, a escolha por reagir é de cada um. A vida é sua, não é de mais ninguém. Por mais que se propague a ideia de que “amar”, querer bem alguém, é fazer algo em seu benefício, a pior ajuda é agir no lugar do outro, fazer por ele. Temos que aprender a dar autonomia ao indivíduo. Dar responsabilidade a cada um pelas suas atitudes.

Não se cresce sem a crise, não se melhora sem a concorrência. Por isso, o potencial que nos permite sobreviver, viver e vencer no mercado é na proporção do que estamos preparados para enfrentar as exigências de um mundo competitivo. Seja o mercado econômico, mercado social ou emocional, ele é feito de oferta e procura, é feito de ação e reação, de concorrência.

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