Morrer pelo excesso


Quanto vale uma campanha? A quem interessa? O preço do poder é alto. Mas o cumprimento da estética eleitoral gera aparências que não traduzem em essência. Jair Bolsonaro tem seus desafios para chegar ao Planalto. A figura do "vice", tão decorativa, pode ser decisiva.
Uma corrida a presidência da república tem uma diversidade de possibilidades e variáveis. Estar bem posicionado nas pesquisas preliminares, ou não, pode dizer muito, desde que se preserve a tendência nas intenções de voto.

Um dos personagens de destaque na corrida presidencial é o deputado Jair Bolsonaro (PSL). Ele é tido como um candidato forte, segundo as pesquisas que apontam os possíveis candidatos a presidência. Se o nome do ex-presidente Lula não fizer parte da lista de escolha, as chances do deputado aumentam significativamente.

Porém, Bolsonaro tem seus dilemas. Nem tudo é “céu de brigadeiro” na corrida para o Palácio do Planalto. Ele traz descontentamentos em determinados segmentos. Por exemplo, mulheres, afrodescendentes e população LGBT.

Agora, os aliados de Bolsonaro sugerem que ele busque um vice que esteja associado à população afrodescendente ou ligado à causa feminina. Uma mulher ou um negro cairia bem na chapa do deputado. Este é o preço de reduzir a resistência.

Mas o que o candidato faz é prática comum em tempos de organização de chapa eleitoral. O vice é elemento chave para fortalecer compromissos. Neste ponto, muitas vezes decorativo. Contudo, depois da experiência de Dilma, um risco que se corre de ver uma aliança necessária para se chegar ao poder custar o próprio preço do objeto da vitória.

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