Para não sair da memória


Muitos personagens que resgatam a memória, fazem a história, desaparecem diante da obra que preservam. Conheci um destes personagens. Simples, dedicado, apaixonado pelos documentos e autor de obras fantásticas. Este texto é uma homenagem a Reynaldo Costa.
Maringá tem uma história de preservação de seu passado. Admiro quem se dedique a isso. Porém, o ato de preservar é feito por pessoas, raras. O exercício de cuidar da memória, guardar os fatos através de documentos materiais e imateriais é uma obra humana. Um exercício de quem respeita a trajetória que seguimos até o presente. Não é viver do passado, mas entender que o que somos não é fruto do nada. Somos consequência de uma ação, isso nos inspira a agir. No mínimo nos faz repensar os atos. 

Já fiz pesquisas, já vasculhei a memória. Numa destas buscas, me deparei com Reynaldo Costa. Um desenhista gráfico. Quando fui apresentado a ele, por um amigo, em uma primeira conversa, descobri que ele foi o responsável pela logomarca da UEM e foi o criador da bandeira e do brasão de Maringá. Ele fez história.
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Reynaldo trabalhou mais de 30 anos na Cocamar. Era parte da história da empresa que fazia questão de preservar. A cooperativa tem até hoje um bom acervo de seus fundadores, de sua trajetória como empresa, de sua memória. Reynaldo Costa é um dos grandes responsáveis por isso. Tinha no acervo da cooperativa uma extensão de sua criação. Sabia detalhes em fotos e documentos.

Simples, mas eficiente. Profissional e capaz de agir sem querer glórias. Reynaldo faleceu aos 82 anos. Lutou contra um câncer. Mas está presente nos traços que estão estampados em diversos lugares. Há que se lembrar dele na bandeira da cidade e na logomarca da Universidade Estadual de Maringá, sempre. Obrigado Reynaldo!

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