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Trabalho tem, mas para quem?


Os jovens são o futuro do país? A resposta já foi, por muito tempo, “sim”, mas agora é “não”. As altas taxas de desemprego demonstram isso. Segundo levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT), o desemprego entre os jovens é de 29,9%. A média mundial é de 13,1%. Desqualificação e falta de experiência são os principais obstáculos. Lembrando que no tempo de “vagas gordas”, entre 2004 e 2014, o índice de desemprego entre os jovens foi de 16,1%.
Para entendermos de forma mais próxima estes números, uma reportagem de Carina Bernadino aborda a oferta de empregos e o baixo índice de vagas preenchidas. Para se ter uma ideia, segundo a reportagem, das 1.886 vagas de trabalho oferecidas entre janeiro e maio deste ano, apenas 763 foram preenchidas, um índice aproximado de 40%. A maioria das vagas ficou em aberto porque o perfil do candidato não atendeu as demandas das empresas, qualificação e experiência.

Levantamento feito pela Fundação Dom Cabral, de 2017, com 201 empresas que empregam 936 mil funcionários, demonstram que em 48% dos casos de contratação, a dificuldade está na deficiência da formação. Já em 41% das vagas não preenchidas, o problema é a falta de experiência.
Para ver e ouvir comentário sobre o tema, clique aqui.
Em tempos de crise as empresas querem eficiência, geração de riqueza e inovação. O perfil do trabalhador brasileiro médio não mostra a superação desta necessidade. Não estamos gerando eficiência na formação e nem dando experiência no mercado. Consideramos que o ingresso no mercado de trabalho deve ser retardado para dar uma melhor formação, mas este idealismo não ocorre. Matamos o futuro das pessoas com a ilusão de que as coisas se resolvem sem qualificação. Temos que valorizar a formação para o trabalho.

O país precisa mais de formações técnicas do que graduados no ensino superior, nos cursos de licenciatura e bacharelado. Temos que incentivar jovens a buscarem mais estágios e viver o mundo do trabalho. Trabalhar ainda jovem não é exploração e sim experiência, maturidade. Estas são características que faltam na hora de apresentar um currículo para uma vaga de trabalho.


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