Crescimento distorcido



Nosso ambiente de crescimento econômico, que é uma realidade, esconde um perigo. Ele está se estabelecendo dentro de um ambiente de desigualdade em relação ao seu em torno, na chamada “Microrregião de Maringá”. Precisamos criar incentivo para o crescimento sustentável das cidades de nosso em torno, principalmente as conurbadas, ligadas pela sua mancha urbana.
A Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) fez levantamento sobre o crescimento das diversas regiões do Paraná e detectou uma distorção na nossa microrregião, 77% do Produto Interno Bruto (PIB) está concentrado em Maringá. O que mostra uma dependência de oportunidade e eficiência econômica da cidade polo de forma excessiva.

Associado a outros dados, principalmente ao Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH), o qual se sustenta nos pilares de educação e longevidade, junto ao PIB per capita, Maringá tem uma diferença brutal em relação aos demais municípios de seu em torno.

Para se ter uma ideia, o IDHM de Maringá é de 0,841, o de Sarandi, 0,768. Marialva tem um IDHM de 0,784, Mandaguaçu é 0,762 e Mandaguari, 0,791. Os dados estão disponíveis no site do Ministério Público do Paraná: www.mppr.mp.br.

Vale lembrar que índices de desenvolvimento que ficam acima de 0,8 são considerados altos, já, os que fica abaixo, são considerados de médio desenvolvimento humano. E, no caso da Microrregião de Maringá, a diferença é significativa entre a cidade polo e as demais.

Mas como combater esta questão? Desenvolvimento integrado. Promover um planejamento macro. Que envolva todos os municípios, sem lhes tirar a autonomia. Promover uma política de crescimento orientada para projetos que incentivem uma rede de produção com trocas equilibradas entre eficiência e busca de promoção de justiça social.

Lembrando sempre que o crescimento econômico não pode ser prejudicado por políticas sociais de cunho imediato. Toda e qualquer ajuda que vise resultados de curto prazo tendem ao fracasso. Desenvolvimento da qualidade humana é a melhor forma de atrair investimentos. Por isso, planejamento é fundamental. Neste ponto, Maringá tem uma larga experiência.

A velha história da Região Metropolitana, criada, mas que precisa ter eficiência, faz falta nestas horas. Fazer sair do papel um Conselho de Desenvolvimento Regional. Como em Maringá, com o Codem. Com o peso que tem e a possibilidade de dar respostas. Muitos dos problemas que temos é fruto deste crescimento distorcido. Acaba atraindo os sonhos de muitos e virando um pesadelo para todos.


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