Campanha digital e imediatista



Como será a campanha eleitoral deste ano? Como seduzir o eleitor? São perguntas que muitos candidatos vão responder com estratégias diferentes, que serão avaliadas na hora de contar os votos, que por sinal é eletrônico, apertando teclas.
A eleição deste ano tem um desafio, ela será mais curta em ralação ao tempo de TV e rádio. Mas já tem um grande espaço nas redes sociais. Por mais que esta também tem suas regras, difíceis de serem controladas por sinal. Muitos acreditam que a TV ainda vai fazer toda a diferença. Se for assim, temos PT, PSDB e MDB em alta. Seus candidatos vão dominar o tempo nas mídias tradicionais.

A internet pode ser a grande sacada para implantar mudanças e levar os candidatos dos partidos menores ao poder. Mas será? Alguns consideram que os brasileiros serão mais influenciados pela telinha, não acreditam que o dispositivo móvel fará tanta diferença. Mas hoje, a propaganda, a publicidade, já acontece mais nas redes sociais.
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Se formos fazer uma visita ao passado do país e tentar entender as mudanças nas campanhas eleitorais, podemos perceber que elas ocorreram nas estratégias de acompanha, associadas aos meios de comunicação. No cabresto eleitoral dos coronéis respaldando seus candidatos, o mando direto sobre os empregados na fazenda e na população da cidade dependente. Tudo isso se dava na zona rural. A lógica do poder no país agrário. Uma das maneiras mais eficientes de um povo fiel ser manipulado no pleito era o padre e seu sermão.

Com o crescimento urbano, o contato com o eleitor acompanhou os meios de comunicação de massa. Ver e ouvir tocam mais o coração, principalmente se vier acompanhado de um aperto de mão. Fazer a prática populista da aproximação do eleitor onde ele estiver. Esta estratégia tem em Getúlio Vargas um mestre. O populismo nasce deste ambiente de propagar a imagem do candidato aos apelos populares. Neste aspecto o jornal impresso nunca fez sucesso, possivelmente pelo analfabetismo, funcional ou não, e pela falta do hábito da leitura. Já o rádio e a televisão fizeram sucesso.

A internet é, sem dúvida, um campo diferente. Cada vez mais profissional tende a influenciar decisivamente os eleitores. O que ainda não se tem claro é qual a melhor estratégia. Afinal, tudo nela e volátil. A memória do internauta é “um clique”. As regras para posts é segundos e poucas linhas. Já as imagens e vídeos são cada vez mais curtos. A mente não comporta informação profunda, por mais que todos no mundo digital querem dar sua opinião.

Logo, estamos diante de uma campanha de transição. A velha forma de fazer política nas mídias tradicionais está com os dias contados ou será complementada pela convergência do mundo da internet, das redes sociais, dos comunicadores rápidos. Porém, há um elemento cada vez mais claro neste ambiente onde a eleição é um momento importante da democracia, o imediatismo, a superficialidade, a pouca profundidade no debate de problemas sociais. E isto, na hora do voto que tem um papel importante no destino de nossas vidas, não é bom.


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