Perdidos e sem opção



Posso estar enganado, mas percebo o quanto as pessoas estão carentes de uma opção. É preciso definir um caminho e construir nossas próprias opções. Se não temos opção política e alguém em quem confiar, não sabemos o que queremos. Talvez, seja, porque não podemos confiar em nós mesmos.
Nunca amargamos tanta falta de opção, ou, por outro lado, tanta opção ruim. Estou falando das eleições, claro. Não há confiança significativa em nenhum candidato. Todos amargam “poréns”. O extremismo é sempre um cenário comum quando se fala em uma eleição marcada por um mar de crises. Dá crise de moral, ética, caráter, à aquelas tradicionais, como educação, saúde, segurança e, a pior de todas, ignorância.

Somos uma constante que se expressa pela formação. A sociedade é a única capaz de gerar sua própria solução. Ao nos formarmos com mais eficiência, nos tornamos eficientes. Se buscamos uma resposta para nossos problemas, ela se constrói conforme caminha nossas buscas. O grande problema é o que buscamos. Não sabemos, não definimos. Nos falta objetivo, metas.


Nossa formação é imediatista. Se expressa em canções populares, como a de Zeca Bagodinho, filósofo da mediocridade, “deixa a vida me levar”. Não se pode ter o descompromisso como princípio de viver. Se desejamos algo de nós e dos outros, temos que estabelecer como condição para qualquer atitude um valor. Isto nos define, esta é nossa identidade.

A nossa falta de opção, também na política, vem da falta de compromisso. Não temos um projeto de vida futuro. Somos imediatistas. Resolvemos uma coisa de cada vez. Por isso, pagamos o preço. O país precisa construir um projeto de futuro. Cada um de nós necessita estabelecer um sentido. Assim, a principal e a primeira opção para qualquer coisa é aquela que faremos de nossas vidas. Qual o sentido de viver.

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