Quanto nos custa o futuro?



O preço do futuro é sempre o presente. Quando agimos hoje estamos plantando o futuro. Colhemos sonhos ou tempestades, isto é uma verdade. Mas poucos estão atentos a isso. 
O imediatismo é atraente. Viver o presente dá ao angustiado um desejo imenso de satisfação. Resultados rápidos são típicos de pessoas, sejam qual função tenham. Seres de mente rasa e de formação pobre alimentam o dia a dia.

Uma cidade é governada por pessoas e elas não podem ter em mente a satisfação imediata. O que move a governabilidade urbana deve ser a consciência da continuidade do espaço urbano. A preocupação com as futuras gerações. O que vamos fazer com o ambiente que é e será povoado. Temos que dar continuidade lógica e viável ao que a cidade elabora para a convivência social.

Maringá está à volta com o planejamento urbanístico do novo eixo fundamental. Um espaço que já foi pensado e repensado. Nem sempre de forma adequada. Já ferimos a malha urbana com ideias imediatistas com preços caros para o futuro da cidade.
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Um dos momentos mais importantes destas etapas de elaboração foi o Novo Centro. Oscar Niemeyer foi convidado a fazer e fez um dos mais belos projetos arquitetônicos para a cidade. Mas ele foi descartado para desenhar no centro da cidade uma continuidade do mesmo. Hoje, o Novo Centro é um moderno com cara de antigo, o mesmo de sempre.

Precisamos ter mais responsabilidade de pensar o futuro com eficiência. O desejo da riqueza é lícito, a irresponsabilidade com as consequências é um crime. Balancear, equilibrar, entre a viabilidade financeira e a sustentabilidade de um projeto urbano é ação fundamental.

Agora, com a elaboração de um concurso para um projeto do novo eixo fundamental se tem uma ação inteligente. Sua execução respeitando a cidade e seu futuro irá repor, um pouco, o descaso com o futuro. Romper com a busca de atender o imediatismo financeiro que benéfica apenas a alguns e não a todos. Lutar, no mínimo, pela maioria.


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