Perfil Gilson Aguiar

 

Sou maringaense e isso faz uma grande diferença. Maringá é fruto da especulação imobiliária até a “medula”, o que faz com que tenhamos nascido na crença que nada podia nos deter. Mas, esta euforia chegou ao fim e agora se procura novos rumos para uma cidade que nunca gostou de música, mas é chamada de canção. Uma coisa não posso negar, ela é muito bonita. 

Mas não é só Maringá que influenciou quem nasceu por aqui em 1965, como eu. A geração dos anos de 1980, a minha, está expressa na canção interpretada por Daniela Mercury, “Geração Perdida”. Eu ainda imagino que assistir ao filme “Cristiane F.” daria uma idéia do que foram os “cabelos vermelhos” enquanto uma falta de opção de vida e as drogas como motor de uma consciência vazia. Nossos filhos foram ao shopping e assistiram a Xuxa, ai, prefiro os “cabelos vermelhos” de Cristiane F. 

Minha vida universitária foi bem mais interessante do que a de muitos da minha geração. Iniciando um curso de Psicologia, que ficou pelo caminho, acabei saindo como historiador. As ciências sociais entraram pelo prazer prático e uma busca incessante para entender a relações que estabelece a existência humana um reflexo das relações que o cerca. No mestrado uni a história e a sociedade em um casamento eterno. 

A imprensa entrou pela porta da frente, de entrevistado passei a comentarista da CBN, o que vou ser sempre grato ao convite de Elci Nakamura e Marçal Siqueira. O Ponto de Vista, programa de entrevista da Rádio Universitária Cesumar FM é uma apaixonante construção de entender as diversas áreas do conhecimento e do comportamento humano. 

Apesar de tudo o que me trouxe até aqui, a maior construção de minha vida profissional e eterna paixão é ser docente. Aos meus alunos a eterna dívida de ser o que sou, professor.

 

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